top of page

Por que você pode sair exausto de um treino na piscina mesmo com menor impacto

há 2 dias
4 min de leitura

Menor impacto nas articulações não impede que exercícios na água exijam força, resistência e bastante esforço.



Natação e hidroginástica costumam ser associadas a exercícios de baixo impacto. Mas reduzir o impacto sobre as articulações não significa reduzir a intensidade do treino. 


Na água, a resistência aumenta conforme a velocidade dos movimentos, e equipamentos e diferentes formatos de aula podem tornar o exercício bastante desafiador.


O que significa ser uma atividade de baixo impacto?


(Crédito: Ludvig Hedenborg/ Pexels)
(Crédito: Ludvig Hedenborg/ Pexels)

Exercícios físicos na água são consideradas atividades de baixo impacto porque a água funciona como um amortecedor para os movimentos. A resistência contra a gravidade reduz a carga sobre o corpo e diminui a pressão sobre a coluna e as articulações dos membros inferiores.


Isso, porém, não significa que o corpo deixe de ser exigido. Ombros, quadril, coluna lombar e membros superiores continuam participando ativamente dos movimentos.


Segundo Páblius Braga, médico do esporte do Hospital Nove de Julho, o baixo impacto está relacionado principalmente à ausência do chamado “efeito solo”, já que a água ajuda a amortecer os movimentos.


Baixo impacto é diferente de baixa intensidade


(Crédito: George Zografidis/ Pexels)
(Crédito: George Zografidis/ Pexels)

Impacto e intensidade são conceitos diferentes.


  • Impacto está relacionado às forças mecânicas que atuam sobre o corpo. 

  • Intensidade diz respeito ao esforço físico e fisiológico necessário para realizar o exercício.


“Intensidade e treinamento sempre serão o grande influenciador na performance com saúde ou na possibilidade de lesões”, afirma Braga.

Na água, a intensidade pode aumentar de várias maneiras: 

  • Velocidade;

  • Amplitude dos movimentos; 

  • Posição do corpo;

  • Uso de equipamentos capazes de aumentar a resistência.


Como a natação trabalha o corpo


(Crédito: Magnific/ Magnific)
(Crédito: Magnific/ Magnific)

Na natação, o próprio deslocamento na água já exige esforço para vencer a resistência do líquido e produzir propulsão.


A modalidade também exige bastante de diferentes grupos musculares, especialmente dos membros superiores, além de ombros, quadril e região lombar.


Isso não significa que qualquer treino de natação terá a mesma intensidade. A carga de treino pode ser aumentada conforme o praticante evolui em velocidade, volume e desempenho.


Por outro lado, algumas pessoas precisam de atenção especial. Limitações nos ombros ou na coluna podem restringir determinados movimentos, enquanto dor no peito aos esforços, doenças cardiovasculares não controladas e algumas condições agudas exigem avaliação antes da prática.


E a hidroginástica?


(Crédito: Nelka/ Unsplash)
(Crédito: Nelka/ Unsplash)

A hidroginástica também vai muito além da imagem de uma atividade exclusivamente voltada para idosos ou para reabilitação.


Segundo Marcio Fraga, master trainer da Bodytech Company, a modalidade combina exercícios cardiovasculares, força, resistência muscular, mobilidade, equilíbrio e coordenação.


“Uma aula pode ser leve e terapêutica, mas também pode ser intensa e bastante desafiadora”, explica.


Isso acontece porque a água oferece resistência em diferentes direções. A intensidade pode ser modificada pela velocidade e amplitude dos movimentos, pela posição do corpo e pelo uso de equipamentos como halteres aquáticos, luvas e tornozeleiras.


Por que a hidroginástica ganhou fama de exercício para idosos?


(Crédito: cottonbro studio/ Pexels)
(Crédito: cottonbro studio/ Pexels)

A modalidade realmente pode ser uma boa opção para idosos, gestantes e pessoas em recuperação justamente por ser facilmente adaptável e reduzir o impacto sobre as articulações. Mas isso não significa que esses sejam seus únicos públicos.


Pessoas de diferentes idades e níveis de condicionamento podem usar a hidroginástica para trabalhar resistência cardiovascular, força, equilíbrio e coordenação.


O próprio formato das aulas pode mudar bastante a experiência. É possível fazer uma sessão mais leve ou aumentar a exigência com movimentos mais rápidos, equipamentos e circuitos.


Hidro Turbo: quando a hidroginástica vira circuito


(Crédito: Divulgação/ Bodytech)
(Crédito: Divulgação/ Bodytech)

A própria Bodytech explorar essa possibilidade com a Hidro Turbo. A aula é organizada em formato de circuito e utiliza equipamentos como um tubo por onde a água consegue passar por denro, aquabell, caixa para saltos e cama elástica.


A ideia é alternar estímulos e trabalhar diferentes capacidades físicas, como resistência cardiovascular, força muscular e coordenação motora.


De acordo com Fraga, os equipamentos exigem maior grau de força, coordenação e equilíbrio.


Foi justamente essa a percepção que tive durante a experiência com a Hidro Turbo. À convite da Bodytech Eldorado, o Tá Saudável foi conhecer a modalidade.


A aula exigiu bastante dos braços, do equilíbrio e da consciência corporal.

Mesmo praticando natação desde os 5 anos, a necessidade de prestar atenção aos movimentos e manter o equilíbrio tornou o treino mais desafiador do que parecia inicialmente.


O resultado foi uma aula de baixo impacto, mas que exigiu esforço de verdade.


Por que combinar exercícios na água com treino de força?


(Crédito: Divulgação/ Bodytech)
(Crédito: Divulgação/ Bodytech)

Apesar dos benefícios das modalidades aquáticas, o treinamento de força pode complementar a prática.


Braga recomenda o fortalecimento de costas e membros superiores para ajudar a reduzir a possibilidade de lesões nos ombros, além de exercícios para quadril, coxas, abdômen e região lombar.

A ideia não é escolher entre água ou musculação, mas entender que estímulos diferentes podem cumprir funções diferentes dentro de uma rotina de exercícios.


Referências: entrevistas com o médico do Exercício e do Esporte Páblius Staduto Braga (CRMSP: 62635/ RQE: 65577) e do profissional de educação física Marcio Fraga Pereira (CREF 001108-G/RJ), além de aula teste na Bodytech Eldorado.


(Crédito: cottonbro studio/ Pexels)
(Crédito: cottonbro studio/ Pexels)


Comentários


bottom of page